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24/02/2017

E a ‘Santa’ está na UTI, de novo

Charge: Arquivo/O Semanário

Charge: Arquivo/O Semanário

EDITORIAL | E a história se repete, mais uma vez…
Parece que esse embróglio que envolve a situação financeira da Santa Casa de Misericórdia de Capivari tem data marcada, anualmente, para acontecer.
Infelizmente, as mazelas da saúde pública em todo o Brasil insistem em ocupar generosos espaços na mídia. Denúncias sobre ausência de médicos especialistas, equipamentos hospitalares quebrados, demoradas filas de espera por atendimento, falta de remédios, etc, etc e tal.
Já em Capivari, o jogo de empurra-empurra continua a envolver a Santa Casa de Misericórdia e municípios vizinhos. Desta vez, a entidade paralisou os serviços de cirurgias e internações por 24h, prazo para que os municípios apresentem suas propostas de auxílio financeiro a entidade.
A Santa Casa alega que Rafard, Mombuca e Elias Fausto não estão realizando o repasse das verbas do convênio, e que se não chegarem a um acordo até às 17h desta sexta-feira, 24, o hospital fechará as portas.
Nesse empurra-empurra, quem paga a conta mais uma vez, é a população, que aguarda os próximo capítulos da problemática ‘Casa’, que tem espantado a ‘Santa’ e clama por ‘Misericórdia’.
Há tempos, a saúde pública vem sendo usada para fins políticos, emaranhada numa crise sem fim, estagnada na Tribuna Livre dos interesses partidários. Qual será o fim ou o recomeço de uma entidade afogada em dívidas, com sua estrutura física danificada e a moral abalada?
O espírito de ‘folego renovado’ dos novos gestores municipais deve ser usado para criar saídas e alternativas, e não colocar a culpa em alguém. Já passou da hora de deixar o falso poder de lado que os cargos transmitem e trabalhar em prol da população. Atentar-se ao estado crítico em que se encontra a saúde pública e raciocinar antes de tentar tomar qualquer medida pela própria vaidade.
Não é de hoje, de ontem, ou do ano passado que a situação está complicada para quem depende da Santa Casa, e para a própria diretoria da entidade. Quem disser que acabará com essa dívida em uma gestão, está mentindo. Quem disser que irá tirar a Santa Casa do poço, está mentindo. O trabalho para isso é árduo, mas uma hora deve começar, e não centralizado numa disputa de administrações, mas envolvendo e unindo quem é responsável pelos setores, tanto na Santa Casa como na Prefeitura.
O quadro clínico é crítico. Embora o governo do estado procure mostrar o contrário, a saúde pública permanece um caos, para desespero dos menos afortunados que precisam recorrer ao SUS para prolongar a hora da morte.
Não se nega que nos últimos anos foram feitos grandes investimentos no setor, mas insuficientes para mudar a triste realidade estampada diariamente nas manchetes dos jornais. Uma lástima!
Aquilo que pedimos aos céus, na maioria das vezes se encontra em nossas mãos!
A população deve ter Fé, Esperança e Amor! E esperar dos gestores, ação, caráter e disposição.
Orando, vamos torcer, mais uma vez, por um desfecho positivo dessa história, que parece não ter fim.