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10/03/2017

Outro Planeta

Colaborador: Junior Quibao, rafardense

Colaborador: Junior Quibao, rafardense

ARTIGO | Tem horas que me sinto de outro planeta!
Pois quando criança ouvi dizer, e realmente era assim, que a escola era minha segunda casa e a professora, minha segunda mãe.
Comemorávamos as datas cívicas e entre elas o dia do soldado, alias muitos meninos sonhavam com a carreira militar, pois a gente os via com respeito e admiração.
Ao sair da escola a gente vinha pela calçada, pois a rua era lugar de carros, alias para atravessá-la a gente aprendeu com nossos pais á olhar dos dois lados e atravessar bem rapidinho!
No “recreio” depois de uma merenda que sinto saudade até hoje a gente brincava de muitas coisas, entre elas policia e ladrão, mas quem perdia no sorteio que iria ser o ladrão.
Tinha amigos pretos, brancos, pobres ricos, mas não sabia a diferença entre eles, a amizade era a mesma.
Se aprontasse algo na escola e chegasse aos ouvidos de meus pais, era castigo na certa.
Se algum amigo repetisse o ano não iria consultar psicólogo, pois nem existiam tantos assim e as diferenças eram resolvidas das mais diversas formas possíveis, até com uma boa briga na saída da escola, onde sobravam tapas e empurrões, mas no outro dia a gente já estava de bem.
O gordo era gordo o magro, magro, o baixinho era baixinho, e buling nem se imaginava existir.
Mas nos dias de hoje, com toda tecnologia, estamos criando uma geração de incapacitados, vai sair da escola? Fecha a rua, alias a rua virou passarela para os pedestres desfilarem, foi mal na escola? Culpa do professor! Ficou de ano, vai pro psicólogo. Brincar de policia e ladrão? Todos querem ser bandido, ou melhor, vida loka! Se um aluno aprontar algo e for repreendido, coitado do professor, os pais caem matando! Por falar em pais, se derem um tapinha educativo, podem ser punidos, pelo ECA, alias que eca é esse ECA! Nunca fui espancado por meus pais, mas um tapinha às vezes bota as coisas no lugar, temos que separar o joio do trigo nessas horas, pois o tapinha corretivo de hoje e o choro da criança, vai evitar muito choro no futuro. Pois a Moçada cresce sem limites, ou respeito pelo próximo.
Ao escrever essas linhas fico pensando para onde caminha a humanidade, que hoje em dia ganha em tecnologia, mas perde em qualidade das pessoas!
Quero ver se consigo voltar para meu planeta!