Você está aqui: Capa » COLUNISTAS » Editorial » Pessoas normais?
25/03/2017

Pessoas normais?

Vândalos espalharam tinta pelas salas de aula (Foto: Divulgação/Prefeitura de Rafard)

Vândalos espalharam tinta pelas salas de aula (Foto: Divulgação/Prefeitura de Rafard)

EDITORIAL | Mais do que assustador, é inaceitável a atitude dos ‘animais’ que vandalizaram a escola municipal Josefina Chiarini Borghesi na madrugada do último domingo, 19, em Rafard.
Adolescentes inconsequentes ou adultos selvagens, não interessa a idade dos autores e sim o que vai ser feito com eles. É um abuso e ao mesmo tempo um tapa na cara das autoridades, afinal, a escola está localizada a pouco mais de 20 passos do batalhão da Polícia Militar. Tem ainda como vizinhos, a escola estadual Jeni Apprilante, a sede do Grupo Sempre Jovem da Terceira Idade, a creche Enzo Henrique Vieira e a Prefeitura Municipal.
O ato reforça mais uma vez a fragilidade da segurança pública no município e a emergencial necessidade de investimentos, como a colocação de sistemas de segurança em todos os prédios públicos, para coibir e até mesmo flagrar esses delinquentes. A escola não tem caseiro, muito menos circuito de segurança.
Com o envolvimento das polícias Civil e Militar, e também da Guarda Municipal nas investigações, a sociedade espera uma resposta rápida para encontrar os autores e puni-los. É o que se espera!
Toda tristeza vivida na manhã daquela segunda-feira, 20, só foi superada devido à demonstração de carinho e amor envidados na limpeza da escola, que no dia seguinte, comemorou seu aniversário e também o da cidade. Professores, funcionários e voluntários deram uma lição de solidariedade e em mutirão, deixaram a escola pronta para receber os alunos no dia festivo. A estes, todo reconhecimento!
Pena que o que sobra para alguns, falta para outros. Entra e sai administração e os vícios continuam. Pessoas e empresas que só encostam para tentar um espacinho no ‘teto’ da administração pública, e quando não encontram, insistem em dificultar os trabalhos do gestor. Aí, o que já não é fácil, torna-se ainda mais desgastante. E o pior, um atraso de vida para a cidade.
Atitudes que nos fazem refletir: até quando esse câncer será alimentado pelos gestores municipais? Quando essas pessoas serão extirpadas e darão lugar a uma administração mais leve e limpa?
Este é o momento em que os detentores do poder devem ter peito de aço para enfrentar essa situação com nobreza e coragem, em busca de onerar cada vez menos os cofres públicos com pessoas que demonstram falta de profissionalismo e serviços, na maioria das vezes, de péssima qualidade, isso quando prestam.
Com um material humano de qualidade e empresas parceiras, que prezem pelas boas condutas e consigam entender que o futuro de milhares de pessoas dependem do empenho e esforço de todos, as coisas podem acontecer e vão aparecer. O reconhecimento será consequência e a colheita, com certeza será farta.
É o que se espera!