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07/04/2017

31 de Março de 1964

Denizart Fonseca é professor de Educação Física e militar (Foto: Arquivo pessoal)

Denizart Fonseca é professor de Educação Física e militar (Foto: Arquivo pessoal)

ARTIGO | Pedimos desculpas aos nossos prezados leitores por estarmos fazendo uma pequena pausa aos artigos sobre a História de Capivari e região, para relembrarmos o Movimento Revolucionário de 31 de Março de 1964, livrando-nos do risco de sermos transformados de Regime Democrático para Anárquico. Podemos escrever com conhecimento, pois estávamos no Rio de Janeiro nessa época, acompanhando de perto os sérios acontecimentos.
Á primeira vista a palavra revolução nos dá a impressão de lutas fratricidas, com sangue e morte, porém, esta foi redentora, pois além de transformar para melhor o destino do nosso povo, não causou desgraças nem mortes e as Forças Armadas assumiram o poder, de modo justo e perfeito, indispensável para que o nosso país prosseguisse caminhando em ordem na direção ao almejado progresso, fazendo jus ao seu passado de glórias.
Estamos resumindo os motivos que deram origem a esse Movimento, no entanto, faz-se necessário afirmarmos que foram eles – os motivos – suficiente fortes para que as nossas Forças Armadas, atendendo aos apelos, primeiro, dos patriotas civis que no desempenho de importantes cargos na Presidência da República e responsáveis pela permanência da democracia em nossa terra, não desejassem ver o país em mãos vermelhas; depois da Imprensa escrita e falada em unanimidade apoiando e, finalmente com o povo nas ruas, agisse com segurança e energia.
Até o governo norte-americano uniu-se a nós, enviando ao nosso litoral próximo ao então Distrito Federal – Rio de Janeiro – navios e aviões de guerra para nos defender, caso fosse necessária a sua intervenção, o que felizmente não ocorreu.
O Movimento Revolucionário de 1964 não foi, nem em suas origens nem em seus propósitos, um golpe militarista, pois se o fosse, as Forças Armadas Brasileiras teriam rompido com toda sua digna e gloriosa tradição, mantidas há mais de um século, desde a proclamação da Independência.
Em nenhuma época da História do Brasil, a intervenção das Forças Armadas se baseou em objetivos antidemocráticos ou violentos. Nunca os nossos movimentos revolucionários, vitoriosos ou não, tiveram caráter violento, vingativo, rancoroso, com perseguições cruéis aos adversários, campos de concentração, liquidação sumária com assassinatos a sangue frio bem como atentados à vida ou ao patrimônio dos cidadãos. Como exemplo tem a nossa Independência conquistada com a compreensão de Portugal; a Monarquia com a instalação da República, contando com o apoio dos seus representantes no Parlamento assim como a lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel – A Redentora – sem lutas e sem sangue, contando com a perseverante luta da Maçonaria e seus membros escravocratas, extinguindo a escravidão no Brasil. Por esses motivos o povo brasileiro é considerado cordial e de bom coração.
O Movimento de 64 foi cumprido para eliminar que sérios danos que estavam ameaçando o nosso país, fossem concretizados e os Governos que daí para frente, constitucionalmente se sucederam, conseguiram reiterar o país em si mesmo, reabilitando a autoridade, restabelecendo a ordem, reincitando o progresso econômico, assegurando a estabilidade política, não havendo então Governo autoritário, mas com autoridade.
De lá para cá muita coisa vem acontecendo, não condizente com o regime democrático que desejamos, mas agravado pela falta – sem generalizar – de patriotismo do povo, em especial dos maus brasileiros que ocupam altos postos, extorquindo dos cofres públicos enormes quantias.
Muitas pessoas que recriminaram a chamada “ditadura”, diante do que está acontecendo louvaram e pedem a sua volta. Felizmente na Operação Lava Jato, seus componentes estão com amor à Pátria, dedicação e justiça, trabalhando incansavelmente para lavara essa nódoa que mancha a nossa imagem até no exterior.
Em nossa modesta opinião, todos os que aqui vivem brasileiros ou não, devem dar apoio a essa benéfica Operação, tudo fazendo para que ela prossiga em seu trabalho de moralização trancafiando os safados ladrões vivem na pratica do ditado: “venha a nós e ao vosso reino nada!”

Cidadania
Estamos iniciando o quarto mês da nova administração e, pouca melhora tem sido vista na cidade além dos veículos pesados, diariamente recolhendo o material de grande volume deixado nas ruas por moradores que continuam desconhecendo os dias certos para fazê-lo. Notamos também a ausência de varredores(as) para as calçadas e ruas. A população continua pagando taxa de iluminação pública enquanto dezenas de lâmpadas permanecem queimadas. Por falta de policiamento, veículos continuam transitando na contramão. Temos esperança de que os responsáveis pelas falhas citadas tomarão providências para corrigi-las.