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Com saúde não se brinca

07/04/2017

Com saúde não se brinca

Foto: Prefeitura de Capivari
Foto: Prefeitura de Capivari

EDITORIAL | Sem sombra de dúvidas, Saúde é o assunto do momento.
O embate entre a Santa Casa de Misericórdia de Capivari e as prefeituras de Rafard, Elias Fausto e Mombuca continua. De um lado, uma entidade praticamente falida, pelo menos é a imagem vendida por todos os gestores que por lá passaram nos últimos anos.
A entidade vive a mercê de implorar repasses públicos aos municípios vizinhos que necessita dos seus serviços, já que ela é o hospital referência da região.
O que se sabe é que, hoje, com a intervenção municipal, a Santa Casa tenta transferir responsabilidades financeiras para Rafard, Mombuca e Elias Fausto, como se esses, fossem os responsáveis pela decadência da entidade.
No entanto, sempre foi notório a grande interferência política que rodeia a Santa Casa. Ora, se aquilo é uma ‘bomba’, como muitos dizem, porque tanta gente tem interesse em tirar uma ‘casquinha’? Por que a Prefeitura de Capivari assumiu tal responsabilidade?
Enfim, com saúde não se brinca e a população não pode pagar com vidas a morosidade pública, judicial e política que envolve esses impasses. Se a Santa Casa não tem condições de ser referência e cumprir o seu papel, que transfira essa responsabilidade para quem pode cumprir.
Cada um está buscando defender o seu. A comissão formada pelos municípios para acompanhar a gestão do hospital, busca caminhos para justificar o porquê não faz o repasse. E nessa luta, conta com o respaldo jurídico, que proíbe a subvenção, já que a Santa Casa apresenta irregularidades nas prestações de contas.
Mais que esclarecimentos, a população precisa de soluções e a Santa Casa, de uma gestão transparente e menos política. Já os municípios, se for de obrigação, que mantenha um planejamento para esta ‘terceirização’ ou invistam em suas ‘sedes’.
Basta aguardar os próximos capítulos desta interminável novela.

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