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05/05/2017

Capivari e sua verdadeira história

ARTIGO

O primeir Júri

Denizart Fonseca é professor de Educação Física e militar (Foto: Arquivo pessoal)

Denizart Fonseca é professor de Educação Física e militar (Foto: Arquivo pessoal)

Foi em janeiro de 1834, em Itu, que se reuniu pela primeira vez o Júri, de que participavam os representantes capivarianos. Abolidas as Ouvidorias, com a Lei do Código do Processo Criminal, ficou Capivari integrada na comarca de Itu, para onde foi nomeado Juiz de Direito o Dr. Fernando Pacheco Jordão, que tomou posse do cargo em 25 de Abril de 1833. Convidada por ele para indicar o Corpo de Jurados Local, para as sessões de janeiro de 1834, a Câmara teve de organizar nova lista das pessoas habilitadas àquele exercício, visto que a enviada a Porto Feliz por lá se perdera, e a que ficara arquivada em Cartório, “se sumira”.

Notificados, o Vigário Padre Penalva, e o Juiz de Paz Estanislau de Campos, a 28 de Setembro, reúnem-se eles e qualificam 38 pessoas em condições de servir de Juízes de fato, a saber: Jurados – Antonio Pires de Almeida Moura, Antonio do Amaral Campos, Antonio de Arruda Amaral, Antonio Manoel de Campos, Antonio Ferraz de Arruda, Antonio Ferraz Pacheco, André de Mello Almada, Bento Dias Júnior, Bento Dias Pacheco, Constantino de Arruda Campos, Estanislau de Campos Pacheco, Felipe de Campos Bueno, Francisco Isidoro de Almeida, Fernando Paes de Barros, Joaquim de Toledo Pisa, Joaquim José Chaves, Joaquim José de Oliveira, João da Cruz Leite, João Dias de Aguiar, José Antonio da Silva, José Corrêa da Silva, José de Campos e Almeida, José de Campos Botelho, José Ferraz de Arruda, José Ribeiro César, José Vaz de Almeida, José de Camargo Penteado, Luciano Dias Pacheco, Luciano de Campos Pacheco, Manoel Ferraz de Sampaio, Manoel José de Almeida Leme, Manoel José Vaz Botelho, Manoel de Campos Penteado, Mâncio de Almeida Campos, Martim de Melo Taques, Pedro Ferraz de Arruda, Salvador Martins Bonilha e Saturnino Paes Leite.”

A 7 de Janeiro de 1834 reunia-se, em Itu, no salão da Venerável Ordem Terceira do Carmo, a primeira Sessão de Júri da Comarca, despertando o acontecimento grande interesse, não apenas por ser a Sessão inaugural dos trabalhos do Júri, como e principalmente porque nela seria julgado um processo sensacional, que tivera enorme repercussão na Província: o crime do escravo Estevam, que assassinara o Capitão Antonio Corrêa Pacheco, durante um levante dos pretos, na fazenda daquele lavrador. O governo, receando represálias e insubordinação dos pretos, enviara para Itu um Corpo de Tropas, o que veio revestir de maior aparato e bizarria o imponente ato da Justiça Criminal.

Itu burburinhava de povo, numa das maiores concentrações populares de que se tinha notícia. De Capivari, Água Choca, Constituição, Indaiatuba, Pirapora e Porto Feliz, afluíam desde muitos dias antes, pedestres, cavaleiros, banguês, e carros em peregrinação dos mais distantes recantos, em busca da sede da Comarca, onde ia se dar o importante julgamento. O assassino, julgado com rigor, sofreu a condenação máxima: morte pela forca. Inaugurava-se, desse modo, o julgamento perante o Júri, com um crime de morte, e uma pena também de morte, decretada pela justiça popular.

Alguns meses depois, armado no terreno entre as ruas do Comércio e Santa Rita, o patíbulo de “três esteios de pau lavrado, de 18 palmos além dos pés”, foi o Rio enforcado, padecendo a “morte natural” que lhe fora imposta em represália ao seu crime. (Segue)

Cidadania

Na prática da cidadania, seguindo os passos dos cidadãos nas mãos dos quais se encontram: o zelo pelo desenvolvimento, manutenção, dentro da justiça segurança e paz aos habitantes deste Município, que desejam notícias quanto as providências tomadas sobre ocorrência, na administração passada, envolvendo funcionária lotada na Tesouraria da Câmara Municipal. Foi instaurado Inquérito e consequente Processo Judicial? Ainda está sendo investigado o caso? Estamos simplesmente reiterando a pergunta que muitos munícipes nos tem feito, e que permanecem no aguardo de uma resposta.