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26/05/2017

De novo! Até quando?

EDITORIAL | Mais uma vez, a natureza mostra que com ela ninguém pode e que o Homem tem que aprender a respeitar limites.

Será que estamos preparados para estes temporais? Em janeiro deste ano, já havíamos trazido o assunto à tona. Nem mesmo no Verão, as chuvas foram tão volumosas e preocupantes quanto as dos últimos dias.

Autoridades da região, principalmente os representantes da Defesa Civil, adotaram ações de monitoramento e planos para as situações de risco, que ajudam, mas não resolvem o problema crônico que afeta famílias de Rafard e, principalmente, Capivari.

Existem casos em que não há nada que possa ser feito, já em outras situações, se recomenda ação enérgica do poder público, tanto ao não permitir ocupação em áreas de risco, quanto cuidar para um perfeito escoamento de águas, por meio da limpeza do bueiros e locais onde é necessário dar vazão às águas.

O que mais incomoda, é que o Rio Capivari sofre há tempos com o grande volume de água, lixo e poluição, trazidos de cidades como Campinas e Monte Mor, e também descartados pelos municípios de Capivari e Rafard. No entanto, o poder público pouco ou quase nada tem feito para ‘desafogar’ os leitos do rio. Esse acúmulo de lixo, entulho e detritos no fundo do rio, causa o assoreamento, suportando cada vez menos água e, consequentemente, provocando enchentes em épocas de grande quantidade de chuvas.

Nestes casos, é importante uma intervenção do Homem para evitar catástrofes. A primeira medida é a conscientização da população para que o lixo não seja jogado nos rios. Outra medida é a ação dos governos com projetos de manutenção dos rios, através do processo de desassoreamento dos rios. Este, consiste em retirar do fundo dos rios, com o uso de máquinas, todo tipo de lixo e detritos depositados. Desta forma, consegue-se aumentar a vazão do rio.

Não dá para entender o conceito dos gestores públicos. Se investe tanto em ações para enfrentar o problema depois que as águas já invadiram as residências. Aulas tem que ser canceladas para escolas abrigarem as famílias, fora os gastos com alimentação e higiene. Some-se a isso, as famílias que perdem tudo, necessitando ainda mais do serviço social da cidade.

Porque nada é feito para prevenir? O que impede ações necessárias e emergenciais para desafogar os rios? Não ficaria mais barato a longo prazo um investimento correto para solucionar este problema?

É o que todos se perguntam e também o que se espera. Ações concretas e urgentes. Que os prefeitos dos outros municípios façam ‘coro’ para tentar amenizar os estragos, que vem degradando esse bem tão valioso.

Continuamos na esperança e na cobrança!