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21/07/2017

Do Fundo do Baú Raffard

Recordando como era a Villa Raffard

vilaraffardComo se pode ver na foto, havia um portal, com os dizeres: Societé des Sucreries Bresilienes, e um enorme portão de metal que separava o Engenho de açúcar das casas geminadas, ocupadas pelas famílias de seus funcionários, entre outros, Ângelo Jóri, Dona Duíca e o filho João; Francisco (Paco) Cruz, Dona Afonsa, e os filhos Mercedes e Ademar. Do lado direito, havia uma plantação de eucaliptos.
No Centro telefônico a família Ricomini, e outras duas famílias que não recordamos os nomes e no final a Família Bedendi. Após um trecho vago, a loja com atendimento pela senhorita Antonieta de Biási, a farmácia do “Seu” Fonseca e a Cooperativa onde trabalhavam: Squilassi, Luiz Ortolani, Armando de Biási e os auxiliares Joel, Ricardo e Donato para servirem no balcão, enquanto a entrega de compras nas Fazendas, era feita por um caminhão, dirigido por Armando de Biási.
O Engenho possuía uma frota de máquinas a vapor que se locomoviam através de trilhos, e que cortavam todos os canaviais, transportando a cana a ser industrializada.
Na pequena Villa Raffard, além de casas modestas, havia a Estação da Estrada de Ferro Sorocabana, um posto policial, a padaria dos Aprilante, vendas de secos e molhados dos Sr. Floriano Fedrighi, onde havia uma bomba de gasolina, o açougue de Carlos Carnevali, a Pharmácia de Hermano Vaz, a loja do Atta Macluf, as barbearias de Pedro Rocha, Bernardino Tireli e Américo Chiarini; o açougue do Sr. José Siqueira, a lojinha da Sra. Bêga, a Agência dos Correios; a Ferraria e Carpintaria de Plácido Cortelazi, o Grupo Escolar, dois Clubes sociais e esportivos Elite FC e União FC com jazz-band e bandas marciais; duas Bandas musicais, a fábrica de licores de Adolfo Bragion & Filhos e a Igreja Matriz.
Raffard adotou o nome do seu fundador, mas que indevidamente – contrariando a lei – foi alterado para Rafard, o mesmo acontecendo com a Rua Maurice Allain, em homenagem a um dos gerentes franceses pioneiros, que aqui aportaram, acabou mudada para Mauricio Alain. Sendo esta, a primeira rua a ser coberta por paralelepípedos. Um grande feito para a época.
Nesse largo, onde hoje é a Praça da Bandeira, eram armados parques de diversões com brinquedos giratórios de cadeirinhas e cavalinhos de pau, movimentado por garotos, a troco de usufruírem das rodadas, barquinhas movimentadas pelos próprios usuários, tiro ao alvo, pescaria na areia em busca de prêmios. A moeda de então, eram os réis, sendo a de 100 réis, conhecida por “tostão”.
Do lado direito, havia uma bifurcação, onde a estrada levava para a Fazenda São Bernardo, e a Rua Tietê para a Fazenda Santa Rita, onde, em ambos os lados, havia também em casas geminadas residiam famílias dos trabalhadores na Usina.
(Trecho retirado de relatos – que posteriormente daremos continuidade – feitos por Denizart Fonseca, professor de Educação Física e militar)