Você está aqui: Capa » COLUNISTAS » Denizart Fonseca » Capivari e sua verdadeira história XXV
20/10/2017

Capivari e sua verdadeira história XXV

Denizart Fonseca é professor de Educação Física e militar (Foto: Arquivo pessoal)

Denizart Fonseca é professor de Educação Física e militar (Foto: Arquivo pessoal)

Tais os fatos que o Prefeito se apressava a levar ao conhecimento do Presidente da Província, dando-os como fruto da paixão política e da arbitrariedade.

O Presidente da Província leu a papelada, o abaixo assinado da população capivariana, o Ofício da Câmara, a denúncia do Prefeito, e confirmando a frase que Feijó diria mais tarde, num confronto ministerial – “…não há hoje eleição para Juiz de Paz que seja eleição do povo: três ou quatro indivíduos atropelam tudo, e fazem o que querem…” – deu por válida a eleição de 7 de Setembro!

Como era forte em São Paulo o solerte Capitão Corrêa!

E para amenizar a magoa da maioria da Câmara, uma nota pitoresca do Cartório de Paz.

Durante a suplência de José Gonçalves de Almeida Barros, uma nova denúncia se movimentou naquele Juízo, contra o dito suplente. Antonio Arruda Amaral, o denunciante, alegou em sua “queixa” haver o referido Juiz agido “com prevaricação, abuso de autoridade, etc”. quando, na audiência de 11 de setembro os “atropelou a ele, a Antonio Benedito Ribeiro, Antonio da Silva Bueno e Belarmino de Oliveira e Castro”, somente porque estavam pela janela “sapeando” a audiência do dia. Mas, o processo não teve maiores consequências e os “sapos”, deixaram o irascível suplente em paz, pois, como explicava Paes de Barros ao Presidente, esse cidadão era reconhecidamente maníaco.” Fundações Municipais Paulistas – Rendas Nacionais.

A Agência das Rendas Nacionais, a cargo de Antonio Benedito Ribeiro, em 6 de julho de 1836, procedeu ao lançamento do imposto das “lojas e tabernas”, e a arrecadação do imposto do selo e por esse documento vê-se que negociavam em Capivari, nessa época, as seguintes pessoas:

Notificados os contribuintes para pagar o tributo, foi um “salve-se quem puder”.

Antonio Leme, escreve Ribeiro em seus apontamentos, “deve o ano inteiro”; Antonio Sampaio “não continuou e imediatamente mudou-se para Itu”; Felizarda “venceu só seis meses e pagou 3$200 e largou” Rafael “só vendeu 10 meses, largou e deve; Sebastiana “imediatamente participou que largava e sumiu”; Domingos “deve”; João Vieira “só vendeu 6 meses e deve”; Zeferina também “só vendeu 6 meses e deve”; Guilherme Leite “deve”; Chico José “só vendeu 6 meses, largou e deve” e Maciel foi “desonerado por imediatamente fechar a Taberna”. (Segue)

Cidadania

No mês de outubro, muitos são os dias para homenagens e comemorações a começar pelo de Nossa Senhora Aparecida – Padroeira do Brasil – Descoberta da América do Sul; da Criança; do Professor, da Força Aérea Brasileira e do Médico. Em homenagem a todas as abnegadas pessoas que no passado se dedicaram e às que hoje prosseguem salvando vidas, transcrevemos o solene juramento prestado na cerimônia de colação de grau.

“Prometo: que ao exercer a Medicina, mostrar-me-ei fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência, penetrando nos lares, meus olhos serão cegos; minha língua se calará aos segredos que me forem revelados, o que farei como preceito de honra; nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens. Se o infringir ou dele me afastar, suceda-me o contrário”. Recebam todos, com o nosso respeitoso, carinhoso e agradecido abraço, os sinceros votos de Paz Profunda. Que assim seja.