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Crianças e adolescentes e o uso de álcool ou drogas

16/02/2018

Crianças e adolescentes e o uso de álcool ou drogas

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é especialista em dependência química pela USP/SP-GREA

ARTIGO | Pode-se (ou deve-se) internar menor de idade que esteja fazendo uso?

É uma situação bem complicada.

É importante que a família mantenha a serenidade. Sei que não é nada fácil nesta hora. Eu também tenho filhos!

Primeiro passo é aceitação. Os profissionais apontam a aceitação do problema para, primeiro, aliviar a tensão emocional, e os descontroles que surgem com a família. É preciso entender que muitas famílias têm semelhante complicação com os filhos, porém, não negar ou subestimar a questão.

Negar – achar que não é nada, que foi apenas um episódio; subestimar – “aconteceu, vai passar” … Ou então achar que é uma fase normal, que acontece com todos os jovens. Não é verdade, não é tão simples assim.

O segundo passo é tomar consciência do que sejam as complicações do uso de álcool, tabaco e outras drogas psicoativas.

Voltemos ao caso do menor. Muitas pessoas querem transferir seu “problema” com o filho para outros resolverem. Mas a internação é o último recurso.

Se seu filho apresenta características e comportamento de quem está usando alguma substância que causa dependência, a primeira atitude é o diálogo. O melhor modo de combater as drogas é a prevenção. Informação, educação e diálogo são apontados como o melhor caminho para impedir que adolescentes se viciem.

Não se deve internar a criança ou adolescente que está “se iniciando” em drogas – existem muitos recursos antes dessa crítica situação. A internação é muito difícil para o paciente, e, muitas vezes, uma ilusória acomodação para a família.

Ocorrendo esse fato (o uso ou abuso de substâncias psicoativas), o primeiro recurso é buscar apoio de grupos de autoajuda (AA, NA, Amor Exigente, Pastoral da Sobriedade para o paciente; e para a família, os grupos: Alanon, Naranon, Amor Exigente ou Pastoral da Sobriedade) e orientação de profissionais com especialização em dependência química: terapeuta, psicólogo e, se for o caso, psiquiatra.

Normalmente, esses profissionais estão disponíveis junto ao CAPS – Centro de Atenção Psicossocial, gratuitamente.

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