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Ainda Rafard III

Denizart Fonseca, Cidadão Rafardense, oficial da FAB e professor de Educação Física e Desportos, colaborador desde a fundação do jornal O Semanário

Estamos comentando sobre Rafard, sua história e moradores, inclusive sobre o fato de nos haver “adotado”, e posteriormente outorgado o gratificante Título de Cidadão, em reconhecimento aos modestos, mas sinceros atos, colaborando para a sua evolução, desenvolvimento e progresso.

Algumas vezes, recorrendo à memória, repetimos fatos ocorridos em nossa infância (calças curtas, pés no chão), junto aos companheiros, na prática de traquinagens próprias da idade como: a proibida natação, entrada sem autorização em plantações de laranja, mexerica, goiaba, manga ou jabuticaba, que eram transportadas dentro da camisa. Tudo na saudosa memória…

Com o passar dos anos tudo mudou quanto aos hábitos, nos costumes, nas vestimentas, nos transportes, na ortografia, no tratamento pessoal, na alimentação, no ritmo musical, nas danças de salão, desfiles carnavalescos e principalmente na boa educação, pela retirada do currículo escolar básico, da matéria educação moral e cívica.

Considerando o avançado progresso da informática, minúsculos e sofisticados veículos das últimas informações, respondendo a perguntas, proporcionando atendimento e transporte de encomendas de material adquirido, realizando transações bancárias e consequentemente poupando o tempo dos seus usuários, também proliferam em condições para melhor escolha em marcas e preços.

Transformados em parte do dia a dia das pessoas, é natural vermos adultos, jovens e até crianças de todas as classes, manipulando esses eficientes aparelhos, podendo fazê-lo em qualquer lugar e a qualquer hora.

Retornamos à então Villa Raffard de muitos anos atrás, quando as poucas ruas eram de terra batida, havendo sim, muitos “carreadores” ou “picadas” abertos no capim, sendo por postes de madeira, sustentadas as fracas lâmpadas de luz elétrica da Empresa S. João, grosso volume de água cristalina e pura, retirada dos poços com baldes de alumínio presos por corda, não havia então, rede de esgoto, época em que os moradores do jovem vilarejo, desfrutavam do ótimo Jornal “O Progresso” – discorreremos oportunamente sobre o seu fundador José Miguel Bósio – um pequeno comércio, mas com bom atendimento aos seus fregueses, barbearias, lojas, açougues, alfaiate, bar, pensão, “armazéns de secos e molhados”, Grupo Escolar, farmácias, padarias, carpintaria e serralheria, cinema mudo, teatro, dois Clubes sociais com sede própria e respectivas Bandas para desfiles em bailes de carnaval ou semanais assim como dois times de futebol, além de iguais em varias Fazendas.

Não podemos nos esquecer da útil Estrada de Ferro Sorocabana – infelizmente desativada – cuja Estação para desembarque e embarque de passageiros, dependências que ainda podem ser visitada. Nela eram enviados telegramas, vendidas passagens e liberadas as encomendas e cargas vindas de longínquas paragens.

Lembramo-nos ainda da bem conservada avenida ladeada por frondosas árvores desde sua origem na Praça da Bandeira até a Fazenda São Bernardo podendo ser vista á sua direita, a enorme e copada árvore que deu o nome a então Fábrica de Tecidos Paineira. Procurando acompanhar o progresso, temos hoje: Prefeitura e Câmara Municipais, Cartório, etc., etc., ruas e avenidas asfaltadas, praças arborizadas, vários supermercados, duas casas bancárias, escolas de Ensino Básico e Superior, muito bem organizado Grupo da 3ª Idade, Templos de todas as crenças, enfim um lugar bom para se viver, desde que pratiquemos a cidadania, cumprindo nosso dever, e atendamos ao dístico da “Ordem e Progresso” da nossa Bandeira Nacional.

ARTIGO escrito por Denizart Fonseca, Cidadão Rafardense, oficial da FAB e professor de Educação Física e Desportos, colaborador desde a fundação do jornal O Semanário
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