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Defesa Civil inicia plano de ação imediata para enchentes

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Com o intuito de diminuir o risco de enchentes em Capivari devido às chuvas de verão, a Prefeitura, por meio da Defesa Civil, iniciou no dia 1 de dezembro e realiza até 31 de março de 2019 o PAI (Plano de Ação Imediata), que consiste em diretrizes para preservação de vidas e redução de danos materiais e ambientais decorrentes de possíveis alagamentos associados ao período chuvoso. O PAI acontece junto à Operação Chuvas de Verão 2018/2019, da Defesa Civil Estadual.

Conforme o diretor da Defesa Civil de Capivari, Júlio Capóssoli Neto, o PAI, criado em 2013, é, principalmente, para o atendimento à população com moradia em áreas de risco de enchentes, informando a respeito dos trabalhos de prevenção de alagamentos e orientando as pessoas sobre como devem agir nestes casos. A Defesa civil realizará constante monitoramento do nível da régua da água do rio Capivari instalada na ponte da avenida Pio XII, bem como da régua eletrônica instalada na Ponte do Santoro, além do acompanhamento em tempo real de toda a rede telemétrica do rio em Campinas e Monte Mor, dados esses fornecidos por diversos órgãos de monitoramento.

“O nível normal do rio Capivari é 80 centímetros. Para começar o transbordamento é necessário que ele atinja os dois metros. Por enquanto, as informações que temos sobre as chuvas neste verão é que elas não serão tão fortes, porque o El Niño, fenômeno que influencia na quantidade de chuvas, a princípio, será de nível fraco”, informa o diretor, acrescentando sobre a relação das chuvas em Campinas e Monte Mor com o rio Capivari. “É como se Capivari ficasse no final do ‘funil’ do rio Capivari, então, baixando as águas em Campinas, enche Monte Mor e, baixando em Monte Mor, enche Capivari”, explica.

Ele comentou, ainda, que a Defesa Civil trabalha em quatro estágios, que são: observação, atenção, alerta e alerta geral. O estágio denominado observação, segundo ele, significa que não existem anormalidades no nível de água do rio. Atenção representa que há alguma alteração e, portanto, é feita vistoria de campo em áreas de alagamento. O alerta é para remoção preventiva de parte da população residente em áreas de risco e o alerta geral é para remoção de toda a população da área de risco.

“Mas as pessoas devem ficar despreocupadas, porque o monitoramento é constante. A abertura das comportas da barragem da Leopoldina sempre será feita de maneira antecipada, de modo a facilitar o escoamento das águas provenientes de Campinas e Monte Mor e diminuir os impacto das cheias. Até que as águas de Campinas cheguem a Capivari leva-se 36 horas. Quanto às águas de Monte Mor, a estimativa de tempo são 18 horas.

Em 2017, inclusive, foram abertos quatro drenos na barragem, o que possibilita mais vazão para a água. A abertura das comportas é motorizada e não mais manual, o que diminuiu o tempo deste serviço em cerca de três horas. O que antes se fazia em quatro horas é possível fazer em 40 minutos, uma hora”, disse o diretor da Defesa Civil.

“Este ano não tivemos enchentes e estamos, cada vez mais, trabalhando para que diminua o risco de elas acontecerem e causarem transtornos à comunidade capivariana, embora seja algo da natureza, impossível de ter controle total,” comenta o prefeito Rodrigo Proença.

Orientações
Em caso de tempestades e alagamentos, a Defesa Civil de Capivari recomenda à população que não se abrigue embaixo de árvores; não transite, seja com veículos automotores ou a pé, em enxurradas; que desligue aparelhos domésticos das tomadas e que acione a Defesa Civil ao encontrar qualquer trinca ou rachadura nas paredes. Os números telefônicos da Defesa Civil são 199 e (19) 3492-3186. A Guarda Civil também fica disponível para orientações e procedimentos em caso de alagamentos e o telefone para contato com a GC é 153 e (19) 3491-1311. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193. A Base administrativa/operacional da Defesa Civil está localizada na avenida José Annicchino, 549, Jd. Elisa.

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